quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

FOME DE AMOR


Fome de Amor (Arnaldo Jabor)

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e
transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e
saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram,
trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos
personal dance, incrível.
E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem
necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta
olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão
apenas dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa
marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a
carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão
distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos
ORKUT, o número que comunidades como: Quero um amor pra vida toda!', 'Eu
sou pra casar!' até a desesperançada Nasci pra ser sozinho!'

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de
rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada
dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão
infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais
que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa
verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé,
brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer
ridículos, abobalhados, e daí?

Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando
bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser
feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito
brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais
volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um
problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê
pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou
uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que
realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não
pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra
alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou
quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique
comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Antes ser idiota feliz do que infeliz sozinho!

(Arnaldo Jabor)

3 comentários:

Alexander Fazion disse...

Eu adoro o Jabor, só escreve análises absurdamente verdadeiras dos tempos.
bjs

Anônimo disse...

Anitaaa!!!
vc é encantadoramente incrivel, além de ser linda e exuberante você é muito inspiradora, inteligente,engraçada e meiga...
Um beijo do seu amigo "só pq você quer,pq por mim eu te namoraria...vaii anitaaaa namora comigo e larga eleee.rs rs rs...
brincadeira sei que você so me ama como amigo, mais tenho esperança ainda...
Beijos Bela!

Binho disse...

OI ANINHA! APROVEITEI QUE VC DEIXOU NO MSN SEU BLOG E TO POSTANDO PRA VC! AS FOTOS ESTÃO LINDAS!!!
ADORO MUIITO VC! KD "ANALUA"
SOME NÃO MARAVILHA!
BJS